Acesso à justiça de pessoas com deficiência e pessoas idosas: uma questão de igualdade e dignidade humana

Palavras-chave: acesso à justiça, dignidade humana, igualdade material, deficiência, pessoas idosas, ajustes razoáveis

Resumo

O acesso à justiça constitui um direito fundamental que não pode ser limitado ao seu reconhecimento formal nos ordenamentos jurídicos. Na prática, as pessoas com deficiência e as pessoas idosas enfrentam múltiplas barreiras que dificultam ou até impedem o exercício efetivo de seus direitos, gerando cenários de exclusão que contradizem os princípios de igualdade e dignidade humana. Essas barreiras não são apenas de natureza física, mas também comunicacional, econômica, procedimental e atitudinal, configurando uma problemática estrutural que exige uma análise abrangente.

O presente artigo examina essa realidade a partir de uma perspectiva de dignidade humana e igualdade material, abordando o marco constitucional equatoriano e os principais instrumentos internacionais de direitos humanos aplicáveis. Ademais, analisa o desenvolvimento jurisprudencial relevante, destacando o papel da Corte Constitucional na construção de uma abordagem garantista voltada à proteção efetiva dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade.

São identificadas as principais barreiras estruturais que afetam o acesso à justiça, enfatizando-se a importância dos ajustes razoáveis como uma obrigação jurídica, e não como uma concessão discricionária, na medida em que constituem um mecanismo essencial para garantir a tutela jurisdicional efetiva em condições de igualdade. Além disso, incorpora-se uma abordagem interseccional que permite compreender a complexidade das situações de vulnerabilidade, especialmente quando convergem fatores como idade, deficiência e condições socioeconômicas.

Por fim, o trabalho propõe linhas de ação voltadas ao fortalecimento de políticas públicas, à capacitação dos operadores da justiça e à transformação institucional do sistema judicial, com o objetivo de avançar em direção a um modelo de justiça mais acessível, inclusivo, sensível e centrado na pessoa, capaz de garantir o exercício real e efetivo dos direitos.

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Biografia do Autor

Katerine Betty Muñoz Subía, Universidad Espíritu Santo (UESS), Guayaquil, Ecuador

Katerine Muñoz Subía posee más de treinta años de trayectoria en la Función Judicial ecuatoriana. Ha sido presidenta subrogante y jueza de la Corte Nacional de Justicia, así como jueza en la Corte Provincial de Pichincha; se ha desempeñado como docente de pregrado y posgrado en diversas universidades del país; es autora de obras jurídicas; miembro de instituciones iberoamericanas y conferencista nacional e internacional. Es doctora (PhD) en Ciencias Jurídicas por la Pontificia Universidad Católica Argentina; especialista superior en Tributación y magíster en Derecho Procesal por la Universidad Andina Simón Bolívar; doctora en Jurisprudencia, abogada y licenciada en Ciencias Políticas y Sociales por la Universidad Central del Ecuador; y cuenta con diplomados en derecho procesal laboral, derecho constitucional, derecho europeo y mediación.

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Publicado
2026-06-30
Como Citar
Muñoz Subía, K. B. (2026). Acesso à justiça de pessoas com deficiência e pessoas idosas: uma questão de igualdade e dignidade humana. Revista Llapanchikpaq: Justicia, 8(12), 177-202. https://doi.org/10.51197/lj.v8i12.1690
Seção
Artículos de investigación