Migração infantil em trânsito para o México: vulnerabilidade estrutural, acesso à justiça e desafios a partir das Regras de Brasília
Resumo
A migração infantil na América Latina, especialmente nas rotas que atravessam o México em direção aos Estados Unidos, tornou-se uma questão crítica no campo dos direitos humanos. Esse fenômeno está associado a fatores estruturais como a pobreza, a violência generalizada, a desigualdade e a ausência de condições dignas de vida nos países de origem. De acordo com organismos internacionais, um número significativo de crianças e adolescentes migra desacompanhado ou separado de suas famílias, aumentando sua exposição a riscos como o tráfico de pessoas, a exploração e diversas formas de violência.
O artigo analisa a vulnerabilidade estrutural e interseccional da infância migrante, considerando fatores como idade, situação migratória irregular, exclusão socioeconômica e exposição à violência institucional e criminal. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de caráter jurídico-doutrinário, baseada em normas internacionais, relatórios especializados e nas Regras de Brasília sobre acesso à justiça.
Identificam-se barreiras como a falta de assistência jurídica especializada, a complexidade dos procedimentos administrativos, as barreiras linguísticas e práticas institucionais restritivas. Concluise que persiste uma lacuna entre o reconhecimento normativo dos direitos e sua implementação efetiva, exigindo o fortalecimento de políticas públicas com enfoque em direitos humanos.
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